sábado, 25 de dezembro de 2010

E como fica o sexo?

Ontem foi véspera de Natal. Como não temos família por perto, a ceia foi na casa de amigos. Estavam lá além do casal anfitrião e seus dois filhos, um outro casal na faixa dos 40 e sem filhos. Eu pensei que estava tudo perfeito o bastante e que a minha tristeza não tinha sido convidada para esta festa. Mas tudo começou quando este mesmo casal anunciou que compraram um novo apartamento, desta vez com 3 quartos. Claro que fico feliz, são pessoas esforçadas, econômicas... mas não deixo de notar que a tristeza escapou sorrateiramente para o meu sorriso e aquele filme passou pelos meus olhos outra vez. Senti-me sem forças, com raiva da minha vida. Ainda moramos em um apartamento alugado, temos um carrinho simples, não que haja algo errado nisto, mas eu queria ter o que eles tem sabe? Até porque faz uns meses também trocaram de carro e eu acho isto simplesmente demais. Ninguém pode ter tudo na vida. Porque? Porque eu também não posso ter coisas boas? Porque tenho que me convencer que é tudo passageiro, que uma casa é só um monte de tijolos e concreto, que um carro é um conjunto de metal ambulante? Porque não podemos ter algo nosso? Qual o banco que daria financiamento para um homem de 55 anos?
Lembro-me de que há um tempo atrás, a minha felicidade estava condicionada em ter um bebê nos braços. Eu imaginava que as pessoas fossem gostar mais de mim, que eu fosse ser o centro das atenções da minha família, eu me imaginava cheia de alegria a brincar com meu filho e que a minha energia irradiava pelo meu casamento e todos eram felizes e ponto. Eu não era feliz sem o meu filho e nunca seria completa se não parisse um dia. Ficava imaginando até quando Deus ou sei lá o que iria lembrar-se de mim e me satisfazer este desejo. Enquanto isto ia vivendo...sem vida e sempre olhando para os casais com bebês ou as grávidas saltitantes pelo shopping.
Mas este dia chegou e tenho sim o meu filho aqui dormindo ao meu lado e estranhamente não me sinto feliz. Sinto falta do sexo. Sinto falta do meu marido.
Ontem a minha amiga disse que com o tempo iria aprender a tirar o melhor da situação. Fazer nos lugares mais inesperados, escondidos, de forma rápida, desajeitada. Mas eu ainda não consigo aceitar que tudo mudou. Acho que anda tudo errado, que parte foi esta que ninguém me avisou ou que eu não quis escutar?
Sinto falta da época em que fazíamos amor e eu era a única sombra que refletia nos olhos dele...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010


Dia 19 de dezembro foi o aniversário das minhas duas primas, uma completou 21 e a outra 23. Neste mesmo dia, há dois anos atrás eu estava falando ao telefone com uma delas, sem saber que estavam todos no velório do meu avô. Só me contaram dois dias depois.
Hoje a saudade não parece ser tão dolorida. Mas eu sinto saudade sim. De quando fazia cartões para o dia dos pais e colocava a sua foto...de quando andavamos de bicicleta aos domingos pela manhã, de quando apanhávamos junco na praia. Devo ser louca, mas muitas vezes ainda converso com ele, quando estou triste e precisando de colo...
Obrigada vô por tudo, espero que tenhas um Natal feliz aí onde estás e que nunca esqueças de mim.
beijinhos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Eu mereço???

O ser humano é uma coisa gozada, ou melhor, vou falar de mim porque eu sou meio dada a estranhices e remo sempre contra a maré. Já falei várias vezes de como me sinto com relação ao meu peso e o meu corpo...mas como não tenho ninguém com quem desabafar, este é o lugar que busco quando estou até a tampa. Eu às vezes olho para o espelho e não me reconheço mais. Fico pensando quem é tu ô figura estranha, com algumas estrias na barriga, as pernas grossas e flácidas. Sinto-me sem energia nem sequer para brigar comigo. Todo mundo sabe como tem que fazer para emagrecer: comer frutas, verduras, comer de 3 em 3 horas e exercício, muito. Bla bla bla. Eu já estive do outro lado, assim como já estive deste e agora voltei a mesma estaca. Ou melhor, a estaca é mais embaixo. Não tenho dúvidas de que se trata de um problema emocional. E fico me perguntando porque? Porque eu tenho que carregar mais 20 quilos neste corpo?
Tenho me sentido muito embaixo, muito só, triste. E agora vou falar o que eu penso, embora doa muito mesmo. Se eu pudesse, voltava atrás. Se alguém me dissesse que minha vida seria assim, eu voltava e me sentiria bem com isto. Não consigo me relacionar emocionalmente com o meu filho...quando eu vejo ele no colo de outra pessoa é como se fosse qualquer bebê. Eu não sei como uma mãe pode pensar isto e nem como uma pessoa que lutou três anos para engravidar possa escrever tal coisa. Mas eu sinto como se não fosse meu, como se não fosse eu... estou à margem da minha vida, como uma expectadora aborrecida com o enredo da novela. E fico naquele ciclo de comer para me confortar, chorar porque a balança acusa mais um kilo e comer novamente para encher este vazio dentro de mim. Eu preciso desesperadamente de ajuda e não sei o que fazer. Sento na cama e vejo o "Biggest Loser" comendo salgadinho ou doce sem parar. Sinto que perdi o controle... eu quero voltar a gostar de mim, eu quero me sentir merecedora. Estes dias me peguei com vergonha de sair de casa, não tenho mais prazer de passear... só quero estar na cama e dormir. Somente parcas peças de roupa me servem, mais precisamente um jeans de grávida, uma calça de moleton e os pijamas são do marido. O que falta para eu sair deste poço de tristeza?

sábado, 11 de dezembro de 2010

Estes dias o Fabian deu para "falar". Não foi sons monótonos que os bebês fazem mais ou menos aos 8 meses, tipo mamamamamama. Não, aquilo foi mesmo falar. Claro que na língua dele, coisa que não entendemos: o tal fabianês. Era "palavras" com vários tons e quebras de sons. Acho que este menino vai ser muito precoce! Só que ficar de pé ou sentado, já senta com as costas durinhas (mas ainda não sozinho) e se o deixamos deitado, faz uns abdominais de causar inveja a mamãe aqui :) .
E hoje fomos na loja do cidadão tratar do passaporte português. Já temos o brasileiro, as passagens e agora só falta aguardar até dia 21 para buscar este. Fui super rápido, graças a prioridade e a boa disposição do meu filhote. Almoçamos por lá e depois fomos a Cascais na feirinha biológica. Eu estava tão cansada que só me deu vontade de sentar num banco com ele nos braços a dormir. Eu vez por outra "pescava" um sono e de vez em quando um pato me acordava. Até que o Fabian chorou para mamar.
Já não tenho mais vergonha de colocar a mama para fora. Aliás, desde que ele nasceu é isto. Engraçado como é a vida...antes eu morria se tivesse que mostrá-las, era tão magra e a única coisa que me incomodava eram aqueles dois pingos de cerejas, taooo pequenas... e agora tenho umas mamas bonitas e fartas (para mim) e o corpo...morro de vergonha! Enfim, mulheres!


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


Tu vieste para tornar o meu eu
maior que todos os eus que
vivem aqui dentro de ti.

O Papai Noel mais lindo do mundo!

Sábado passado nosso "coquinho" como o chamamos, teve a sua primeira sessão fotográfica. Chegamos em cima da hora, mas deu tempo para tudo, a recém estava saindo um bebê quando subíamos no prédio. Foram tiradas fotos de Natal, com ele de macacão de orelhas e com a roupinha branca que trazia por baixo do tip top. Ele portou-se muito bem para um bebê de três meses! Chorou duas vezes quando o colocamos deitado de barriga para baixo no puff, já que ele detesta esta posição, e quando ficou no carrinho de espuma. Das duas vezes, só a mama para acalmar, e como mamou! O resultado final ainda não saiu, mas a mamãe é muito apressada e tirou foto das pequenas fotos da cartela e ficou assim:





sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E ontem ficamos completamente às escuras!!! Quase duas horas sem luz e sem velas (usamos umas que foram do meu aniversário de 22 anos, mas logo apagaram)... O Fabian gritava e gritava , não gosta nada de ficar no escuro se não for para dormir! Acabamos indo ao Jumbo comprar uma lanterna e quando voltamos a luz já tinha retornado.
Ontem o Fabian foi na consulta dos três meses, tomou duas vacinas, entre elas a prevnar e riu muito para a enfermeira! Está com 5340 kgs e 65 cm de comprimento. Ele tem andado mais dorminhoco, já fez alguns intervalos de 5 horas, mas não sei se vai continuar assim ou eu tive muita sorte! eheheh Meus braços já doem de ficar na mesma posição de abraço. Preciso de uma massagem urgente!
Quanto a mim, vou andando. Tenho períodos de aceitação e de tristeza. Ainda não consegui encontrar o motivo deste peso todo e desta ansiedade. às vezes acho que é solidão, pois estava acostumada a ficar só e de repente tive a minha mãe por 40 dias comigo e de uma forma muito mais carinhosa e agora não tenho ninguém para conversar...Acho que só depois que ela foi sinto o quanto a família me faz falta. Depois eu penso se não terá haver com questões de auto estima que tive de lidar nos meus 15 anos, em que detestava o meu corpo e tudo em mim, achava que ninguém me amava e até queria ser freira porque nunca pensei que alguém casaria comigo. E hoje tenho um corpo quase igual ao daquela época e isto me faz ver como o inconsciente reprime e coloca as coisas de novo à tona como se fosse o mar lavando a praia.
Reconheço que este é um período muito importante de amadurecimento, de aprendizado, um período de introspecção e que este corpo feio funciona como uma casca. Aqui dentro acontece milhares de coisas, é aqui que a transformação começa para só então refletir no corpo bonito que quero tanto de volta. Mas é tão difícil... Sempre fui uma pessoa complicada para aceitar as mudanças...e Jeanyne, a vida é mudança! Tudo está em constante movimento, é uma ilusão achar que as coisas vão sempre continuar assim. Mas isto eu penso logicamente e vejo sentido, mas aqui dentro é complicado...não tenho inteligência emocional suficiente.
Depois eu pensei também se não mexe comigo a nível mais profundo, pois a vinda do Fabian e a canalização do amor do Fernando para ele, se não é a repetição do trauma que sofri quando era criança. Em que fui abandonada pelo meu pai e depois mostrou-me em um único encontro que tivemos, o vídeo do meu irmão, então com 2 anos. Não processei isto na época porque tinha apenas 5 anos, mas era como se aquele fosse o filho dele e eu não... E o Fernando de certa forma, até pela nossa diferença de idade, funcionou como um pai para mim, um amigo, alguém em que eu confio realmente e que fez o meu medo de abandono diminuir. Mas agora eu me pergunto se não tem um pouquinho daquela criança insegura dentro de mim, procurando doces para se confortar...