quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pois então

E aquelas pessoas que moram sob o mesmo teto com o companheiro há anos e insistem em chamá-lo de namorado? Ó minha filha, não estamos no século retrasado sabia disto? Não é preciso papel, é só juntar as escovas de dente e pronto. Viu que simples? Ah e depois tem outras que chamam de namorido. Bah...só me ocorrem dois pensamentos: acham que estão vivendo em pecado ou querem permanecer virgens até o casório? Aff depois a conservadora sou eu.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Uma relação precisa de dois

Um pouco óbvio, não? A menos que possa considerar como relação a conversa que tenho comigo durante todo o tempo e que ninguém ouve. Mas sim, uma relação precisa de dois. E um comportamento precisa de outro para coexistir. O que quero dizer com isto? Quero dizer que uma pessoa só tem juízo de nós sobre nossas ações. Pessoas não lêem pensamentos, mas enxergam atos. E o que elas e nós observamos vai ser na maioria das vezes os moldes com que iremos nos relacionar. Simples ação da física: ação gera reação, que gera ação novamente. E a tendência é que um comportamento sufocante e dominador vai achar o seu comportamento submisso. Um comportamento cuidador, vai achar algum que queira ser dependente de cuidados. Descobri também que me é impossível me fazer entender a minha mãe. Não há diálogo entre nós, apenas um irritante monólogo em que escuto sempre as mesmas coisas. Hoje meu padrasto amputou o dedo e ela vem me dizer coisas de anos e anos que eles não conseguem resolver como se fosse problema meu. Sugeri-lhe que fizessem terapia de casal e a resposta dela: mas eu já faço terapia. Sim, mas se quer mudar alguma coisa, é preciso ser os dois a querer. Mas ela não se interessa nem um pouco, quer é mudar o marido. E eu disse-lhe, ou melhor tentei dizer que o comportamento crítico, super protetor e dominador, reforça o comportamento comodista, irresponsável e imaturo dele. Não gasto meus cartuchos com ximango, o que é o mesmo que dizer para não se atirar pérolas aos porcos. Não quero ter o papel de salvadora da pátria, que por si mesma já é uma luta inglória e vã, mas porra, parem de me encher os ouvidos. As pessoas querem que o mundo se adapte a elas e só. Eu até acho que me daria muito jeito nisto, mas não dá. Ao menos tenho um blog, e acho que os outros deveriam fazer alguma coisa a respeito de sua frustração. Algo como sei lá, fazer jardinagem, tricô, aula de boxe. Sei que não é fácil mudar um padrão de comportamento, e deve ser por isto que os opostos se atraem, pois o modo como o outro me vê, reflete no que sinto e ajo, assim por diante. Talvez esta relação sufocante me faça querer ser cada vez mais silenciosa e distante, digo até indiferente. Quanto mais ela me cobra, mais me esquivo. Quanto mais me exige amor, mais fria sinto-me. E estou um pouco esgotada para lutas, mas estranhamente vejo-me revoltada e incapaz de ter qualquer tipo de empatia com outra pessoa. É verdade que uma relação precisa de dois, mas precisa também de que cada um tenha o seu tempo para mudar. E tenho notado meu tempo tão apertado...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Onde é que já vi este filme? Ah sim, já sei.

E mais uma vez isto acontece. Mais um casal a desistir de um filho porque ele não era bem isto que queriam, os médicos praticamente os empurram contra a parede com base em achologia visto que não sabem a extensão da doença. E sabe-se que nestas lides o melhor é não arriscar, não é mesmo? Agora não me venham com este papo de amor incondicional o caramba. Egoísmo, isto sim. Comodismo. Medo. Raiva. Negação. Tem muitos nomes para isto. Agora amor, não, por favor. O amor aceita. Tudo. 

Que foi bom, foi

Simplesmente adoro ver a cara do Cristiano Ronaldo a perder uma bola de ouro. São daquelas coisas que não tem preço. Não é lá pela nacionalidade dele que penso deste modo, já que se fosse por isto, sendo o Messi argentino, não estaria feliz com ele ter ganho. Eu acho que futebol não é somente jogar bem, fazer gols, pois muito vai depender da pessoa que está por trás daquele personagem. E sinto muito, mas como pessoa e consequentemente como profissional, o CR tem que crescer muito. Não quer dizer que tenha que esconder esta personalidade mesquinha e enfadonha que já não combina com a sua idade, mas pelo menos deixar a rabujice dentro de casa e calar a boca quando tem que ser. 
Lembro-me do Romário quando era criança, achava-o um bom jogador, no entanto, este ego inflado só atrapalhou sua carreira. Vejo que o mesmo está acontecendo com o Neymar. Tá são bons a fazerem dribles, a fazerem gols, mas daí a se acharem a bolacha mais recheada do pacote, ninguém merece. Se até o melhor jogador do mundo, que todo mundo sabe que é o Pelé, sempre foi u,a pessoa humilde, porque estes jovens acham que são grande coisa? Quero ver é jogarem com aquela roupa simples de algodão ao invés dos tecidos high tech, quero ver calçarem aquelas chuteiras de couro duro, sem a leveza e tecnologia dos Nike e sem o preparo cuidadoso e cirurgias e tratamentos quando se arrebentam em campo. Quero ver CR, quero ver Neymar, quero até ver Messi nestas condições. Hoje ser craque é infinitamente mais fácil do que nos anos 50. Não quero dizer que hoje não existam talentos e que tudo é fruto da tecnologia, no entanto, não sou ingênua a ponto de pensar que tudo seja apenas porque são execionais. Além disto, há toda a mídia e interesses por trás destes prêmios, e neste caso, aconselho o CR a contratar um relações públicas, ou um psicólogo vá lá. Só alguém muito bobo para não saber que futebol vai além do gramado.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Eles andam aí

Nunca vi chineses no Rio Grande do Sul. Sei que na altura da segunda guerra houve fluxo migratório de japoneses para são Paulo e interior do nosso estado. Mas agora com  o crescimento do Brasil pipocam lojas de chineses por tudo que é parte. No centro da praia contei cinco, sendo que duas delas eram realmente grandes. Ontem estive no hospital e vi quatro chineses à espera de atendimento. Só um deles falava português e servia de tradutor ao grupo. Meu padrinho que mora no maior condomínio da cidade com mais de dois mil moradores, disse que o prédio foi invadido por dezenas deles. Pudera, está localizado perto de duas universidades. Se é assim, até nossa terra que é na pontinha do Brasil tem atraído imigrantes, imagino como está o resto. De coração, desejo-lhes sorte, não deve ser fácil viver em um lugar que não se sabe a língua nem nada. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ai a magia dos Giveaways

Se sortearem um Mercedes, eu participo. Juro.


Acho um bocado besta isto de dar presentes para desconhecidos. Sei lá. Mas como as relações tem vindo a mudar com o mundo digital, porque seria diferente com os blogues? Só não entendo, a mim parece que estão ali a esmolar atenção. Do gênero vou sortear um bibelô de elefante da minha avó ou umas meias que ganhei no natal, um livro que já li ou um brinco usado (que ninguém precisa saber). Ninguém pensa em dar um celular de última geração nem um carro popular. E depois para participar é preciso gostar de  mim no facebook, gostar da minha sogra, do meu cachorro, espalhar este concurso, fazer propaganda com um cartaz no pescoço dizendo: "I love blogue ....." e postar a foto no seu perfil do facebook. Ser seguidor, acho justo. Mas dispensa-se esta ladainha toda só por uns...umas...bugigangas? Não, minha alma vale mais que isto, sorry. Aqui neste blog não há publicidade nem giveaways. Quer quiser ler que seja porque quer e quem não quiser que se vá. Simples assim. E indolor. Afinal não ser cool não dói nada.

Bem feitoooooo

Tem algumas situações que não consigo ter a mínima pena das "vítimas", mas vou resumir em duas: cair em um golpe e morrer por causa de um esporte ou atividade de risco. Aí vem chorar nos jornais porque caíram nas mãos de um estelionatário porque tão somente queriam levar vantagem, dar uma de João sem braço. E eu penso: bem feitooooooooooo! Ou aquela velha história de alpinistas que morreram tentando escalar o Everest. Bem feitoooooooo! O que leva uma criatura a enfrentar temperaturas de 30º negativos, arriscando a perder os dedos, a congelar o nariz...a morrer?
Às vezes tenho pena de quem é pego por um acidente e tals, mas sinto muito, não tenho pena de pessoas estúpidas. Nem do Senna. O cara fazia o que gostava, ganhou dinheiro arriscando a vida a cada vez que corria a 300 km/h e era suposto eu sentir pena? Acho que ele era uma pessoa de bom coração, no entanto a verdade é que as pessoas estão mesmo sujeitas a isto. Quando alguém faz tão pouco da sua vida ou é tão idiota que alguém lhe bate na porta com o melhor negócio como se fosse a  pessoa mais sortuda do mundo, tá merecendo achar o que procura.