segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Será que disse por aqui o quanto detesto trabalho em grupo? Tá, eu sei que é importante aprender a trabalhar em equipe: bla blá blá, mas uma coisa que realmente não entendo na cultura portuguesa é porque tanto trabalho em grupo se depois chega na hora de ir para o mercado de trabalho, as pessoas simplesmente não conseguem trabalhar em grupo? Alguém pode me explicar o porquê?
Eu   sou uma pessoa dinâmica: assim, em um mundo cor de rosa o trabalho em grupo deveria ser feito por todas as partes do grupo, desde a capa até a bibliografia. Na verdade isto não acontece. Porque não é prático. Porque sempre tem alguém que não faz quase nada. Porque temos reuniões e reuniões em que 90% do tempo se fala abobrinha e em 10 minutos despachamos o assunto e quem vai pesquisar e escrever o que. Porque mando minha parte o mais depressa possível e ninguém lê ou diz qualquer coisa. Porque depois quando faltam 2 dias pedem-me para escrever de outra forma. Porque as pessoas querem corrigir o meu português ou deveria dizer brasileiro? Porque o trabalho em grupo é para poupar o professor, tanto em número de trabalhos como em tempo de aula dada. Porque no mercado de trabalho a verdade é que estamos sozinhos e temos de nos virar com a nossa cabeça somente. Porque eu acho um absurdo no nível de mestrado, cuja pesquisa e conhecimentos avaliados são individuais, que haja trabalho em grupo também aí. Porque tenho pela frente mais 4 anos e meio de trabalho em grupo. FUUUUUUUU....

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O medo das pantufas

Há algumas décadas todos sabem, lugar de mulher era em casa. Na cozinha, no tanque, na tábua de passar. E eu não concordo com isto, antes que pensem, sou a favor do livre arbítrio. No entanto de uns anos para cá é quase obrigatório a mulher ter uma profissão, trabalhar, ter o seu dinheiro o que de longe significa independência financeira. É quase sacrilégio dizer que não se quer entrar no mercado de trabalho, de que gosta mesmo é de ser dona de casa, de cuidar do marido, dos filhos, gerir enfim, a casa. Ora se sou contra a mulher ter de obrigatoriamente se sujeitar as leis do marido, também sou contra aquelas pessoas que vem com conselhos ou bocas mesmo a dizer que se deve isto ou aquilo. A impressão que passa é que não se é ninguém se não trabalhar. E não é verdade. A ideia é de que também não se é feliz ou realizada por ficar em casa. Isto também não é verdade. 
As mulheres de hoje tem pantufobia, tem alergia a casa. Não são todas é claro, mas me parece que a maioria. A começar pela minha mãe. Nossa senhora, lembro-me de ter 7 anos quando a mãe decidiu não trabalhar, no entanto passava na rua. Ela nunca lidou bem com esta situação, até hoje é das pessoas que mais me cobra a equação:  os estudos + uma profissão + um trabalho = independência financeira = valorização na sociedade.
A realidade não é só o branco e o preto, há muitas formas e nuances para além destas cores. O que me impressiona é que com o tempo, as pessoas tendam a ficar dicotômicas: é só isto ou aquilo. Não sei se é a mídia, muito possivelmente que faça este trabalho, mas não só.
Também há uma certa culpa de quem opte por esta via ao dizer que não trabalha. Ainda estes dias tive uma discussão virtual com a minha cunhada porque simplesmente admiti que se fosse por mim era dona de casa. Obviamente que sei que tendo em conta a idade do meu marido e a instabilidade profissional, além do meu filho pequeno, este não é o melhor caminho.
Mas pronto, está lá no meu coração a vontade de ficar em casa, de andar de pantufas quando me apetecer ou de passar o aspirador de saltos e batom (como já fiz kkkk). 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Desafio

Bom atendendo ao desafio da Nany, 7 coisas aleatórias sobre mim :)
1- Até pouco tempo achava os meus pés a parte mais feia do meu corpo: são ossudos, com os tendões muito evidentes :(
2 - Gosto da minha boca, mas tenho vergonha de usar batom muito forte com medo de parecer meio pro puta ehehehe
3- tenho uma coleçao de calças jeans e saias, não gosto nada de bolsas, jóias e muito pouco curto sapatos
4 - Detesto ganhar flores
5- Adoro ter pintado o cabelo de loiro
6 - Até hoje sou muito apaixonada pelo meu marido. Nos falamos pelo telefone 3x por dia e ainda mandamos mensagens de amor um para o outro.
7 - Gosto de me sentir sexy e gosto quando o marido implica com o comprimento da minha saia. É bom quando vejo que ele tem ciúme :)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

As férias do Fabian!

No parque


Na praia quando ainda estava com medo da água

Com a boneca da mamãe


Tanto tempo sem vir aqui...nossa! Ultimamente não tenho tido nada interessante para contar... Voltamos do Brasil neste domingo, foi um voo tranquilo, o Fabian dormiu umas horitas, eu é que não pude me mexer. Chegamos 1 hora adiantados e o marido estava a minha espera no saguão, já saltou o cerca e veio me ajudar. É engraçado como mesmo depois de 8 anos ainda sinto o coração a bater forte quando o vejo. É porque nosso amor foi marcado pela distância e por reencontros de aeroporto. Até hoje é difícil para mim me afastar dele, sinto uma dor, quase como se fosse ficar um ano sem vê-lo, como nos tempos de namoro...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Agora entramos na reta final das férias. Este é o último final de semana  no Brasil. Já estamos vendo o que falta comprar, o presente do papai, já que chegamos no dia do aniversário dele, dia 12. Bem, fiquei um pouco decepcionada com os amigos, todo mundo quer ver, quer combinar alguma coisa, mas na prática ninguém se mexe e eu não vou ficar insistindo. Por isto só vi uma amiga durante todo este tempo...
As fotos que é bom estão todas na máquina porque a tancinha da mãe deixou o cabo em casa :(
Sem mais novidades por enquanto...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Lar?

E chegamos mais uma vez no Brasil. Embora desta vez não tenha tido muita vontade de vir, acredito que já esteja mais acostumada com Portugal e por vezes tenha apenas uma breve saudade daqui. É estranho como com o tempo passamos a ser estrangeiros em nosso  próprio país, ficamos lá pelo meio, quase apátridas, como se não nos encaixássemos em lugar algum. Uma hora preferimos nosso país, exaltamo-nos quando alguém "cospe no prato que comeu", ora nos vemos aconchegados em nossa casinha, em meio as nossas coisas, andando pelas ruas que já nos são familiares. Já conseguimos ver o que há de bom em cada lugar e o que não gostamos também, e ficamos muitas vezes perplexos com a nossa necessidade de querer juntar as duas realidades e só o lado bom de cada uma. 
Não entendo as pessoas que não gostam do seu país, a menos que haja alguma razão para tal, como ter passado por situações humilhantes  ou ter vivido em extrema pobreza. Eu gosto de onde vim, não tenho vergonha de ser brasileira, nem de falar como eu falo, como o gaúcho fala: o tu e o verbo em terceira pessoa. Embora muitas vezes seja desafiador ser o diferente em um grande grupo. 

Como um signo terra que sou é natural que seja uma pessoa de criar raízes, de querer estar na minha terra e estar sempre em busca de segurança, de chão. Foi muito difícil me adaptar em Portugal, mas agora não me vejo morando em outro lugar. A minha mãe torce muito para que voltássemos, que o Fernando arrumasse um emprego por aqui, mas quando imagino a situação, sinto uma coisa estranha. Não é que não me adaptasse,  a verdade é que o ser humano adapta-se com tudo de bom e de mal nesta vida. Porém, acho que Portugal já entranhou-se em meu coração, assim como uma árvore vai tomando a casa com suas raízes, levantando alicerces e fazendo-se notar, modificando a construção. Dizem que lar é onde mora o coração, não é? Pois o meu está mais tranquilo agora, lá algures sobre Cascais, onde há uma lareira que nunca acendemos, um cachorro chato, mas feliz, brinquedos e mais brinquedos espalhados. E por aqui, a saudade é vivida, qual como se de uma recordação se tratasse, como se fosse um sonho. A impressão é que quando acordar estarei em casa. na minha casa de onde nunca saí.