domingo, 12 de junho de 2011

Uiii isto cansa!!


Estou cansada de ouvir conversas do tipo: não tenho plano de saúde porque não tenho dinheiro...não posso recorrer a um tratamento no privado porque não tenho dinheiro... Ora quando se ouve uma coisa dessas o que se pensa? Que a pessoa realmente é muito pobre, mas qual o espanto ao saber que tem um carro do ano, que gasta 4 massos de cigarro por dia, que toma café fora 15 vezes por semana, que nunca abdica de viagens de férias para o Algarve (que é mais da moda), que, que que... Estou cansada de ouvir isto. Poxa, as pessoas acham que é só ter dinheiro na conta ou pedir empréstimo. E lembro-me de passar um ano a economizar, a sacrificar um monte de coisas porque queria um filho, mesmo o marido tendo que pagar 600 euros pensão para os filhos no Brasil e conseguimos. Não foi daquela vez que tivemos o positivo, mas conseguimos fazer uma icsi. E outra que acho demais: não tentamos no Porto porque é muito longe... Sinceramente não entendo, preferem ficar 2 anos a espera de uma consulta, mais 3 para um tratamento, mas não conseguem economizar para a gasolina ou a passagem do trem para lá? Realmente tenho muito o que aprender...devo ser muito rica porque tenho um plano de saúde...mas atenção: temos um polo 99 na garagem. Isto são só prioridades...enfim.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A fase...


do estranhar. Pensei que íamos passar desapercebidos por ela...mas não é que desde 2 semanas para cá o Fabian tem vindo a estranhar? Eu já tinha notado que ele não se ri mais com tanta facilidade, só para pessoas que notamos que são mais amorosas no jeito de falar com ele e claro, aqueles que já viu mais que uma vez. Ontem fomos na casa de uma amiga que estava de aniversário e o Fabian só queria saber da mãe. Não quis o colo de ninguém, até o pai ele brigava, dava uns grunhidos no meio de uns mamamã e estendia as mãos para mim.
Hoje aprendeu a usar a cadeira da cozinha de andador, caminhou pela cozinha todo feliz e parou na porta. Estas são as novidades de hoje!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Here we go again!!!

Desde sexta passada ando em um novo ginásio. Resolvi ir em outro porque os bombeiros onde eu ia sempre, tenho verdadeiro ódio daqueles espelhos que me achatam toda!!! E também tenho vergonha de voltar assim...as pessoas já me viram magra... não sei, não gosto de pensar. Estou em um ginásio igualmente perto, embora este tenha lá o seu charme estilo Rocky com muitos parrudos a gemer enquanto levantam 80 quilos.
Sou quase sempre a única mulher, mas isto não me intimida. Vejo-me como uma lagarta à espreita no casulo, ansiosa de voar. Por enquanto tenho feito 1 hora de cárdio e 100 abdominais retos. A partir de terça vai começar mesmo o treino. Eu não sei o que pensar, não quero ir com grandes expectativas nem me pesar constantemente. Quero viver um dia de cada vez e acreditar que desta vez vai dar certo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A tal sociedade secreta


Bem, e passado 9 meses e qualquer coisa aqui estou eu. Se mudei? Acho que sim, mas não da forma que gostaria. Queria ser mais paciente, mais amorosa, mais participativa na vida dele, mas ao mesmo tempo tenho preguiça. Custa levantar o traseiro gordo da frente do computador. Não é que eu não seja amorosa em alguns momentos, não é que eu não aguente um pouco certos choros durante o dia e tente fazer ele sorrir, não é que eu não incentive as suas conquistas (aprendeu a bater palminhas sozinho no domingo), nem eduque quando faz asneiras. Mas é que eu queria fazer mais vezes, muito mais! Queria ser uma mãe melhor, queria fazer parte da tal sociedade secreta das mães-quase-perfeitas, aquelas que a gente vê na rua, aquelas que se põe a falar nos fóruns que fazem e acontecem. Queria ser como elas e ao mesmo tempo não. Confuso né? Porque parece que a natureza opera um milagre em nós, fêmeas Homo Sapiens Sapiens, parece que há qualquer chip instalado em fora de genes que despoleta quando se tem um bebê. Ele se ativa no primeiro choro, e pára tudo, o mundo pode esperar: é só ela e o pequeno comandante de sua vida. Mas em mim deve ter vindo com algum defeito porque não funciona como deveria. Já disse algumas vezes que não gostei de ser mãe. Mas me pergunto: será que era a depressão falando ou é assim, não gostei "mesmo"? Sabe o que eu acho? Que não é não gostar de todo...há umas partes boas... uns sorrisos pelo meio, uns mãmãmãs, umas palminhas... Mas o que eu não gosto "mesmo" é a ideia de que ser mãe é a "melhor" coisa que poderia acontecer com uma mulher. É a de ser feliz a qualquer preço, noites mal dormidas, aquele choro irritante durante o dia, fraldas fedorentas e para não falar no corpo... Sim, não vou nem falar!
Mas...acho eu que queria fazer parte da tal sociedade secreta...Que seria bem mais fácil, eu não duvido.

domingo, 29 de maio de 2011



Não o faço entender por nada!!! Estive muito, mas muito chateada nestes dias... Acontece que o marido leva o hd externo para os colegas copiarem filmes e músicas e alguém apagou a pasta de fotos que eu tinha lá... Algumas eu perdi para sempre, fotos do Fabian e minhas quando vim para cá em 2005 e por azar o cd que estavam gravadas foi para o lixo, pois já tinha passado para o disco.
E ele não entende como me deixa fula da vida porque não importa o que faça, mesmo que apagasse todas as porcarias de séries e stargay como chamo, dexter e tal, nada é comparado ao que perdi, pois ele pode com mais paciência, baixar tudo outra vez...
O pior é que não sabe quem fez, nem se foi ele mesmo...o que não ajuda nada pois não posso dirigir minha raiva a alguém e tenho de a dividir pelas 5 pessoas que estiveram acesso as pastas.... Efim... como diz a Marge (Simpson), não, não perdoei, vou dividir a minha raiva e espezinhá-lo quando estiver mais feliz! Ai, mulheres...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bem, os 9 meses aqui fora!



Hoje o Fabian faz 9 meses! Faz nove meses que ele está nas nossas vidas e já ocupa um lugar bem espaçoso nelas. Sabe engatinhar, dizer mãmã, às vezes mãmãi, continua comendo muito bem, mamando também, já quis virar o lixo, mexer na comida do cão e fazer splash na agua dele. Quer pegar a nossa coelhinha, levanta-se na gaiola e fica batendo para ver se ela sai e também para ouvir o barulho que faz. Uma coisa que ele adora é uma música da Cesária Évora, parece mágica, fica calmo a escutar e reclama depois que termina.
Continua dormindo mal, às vezes faz mais umas horinhas, mas é tão raro...tem horas que queria mesmo ter um clone, principalmente à noite!
Continua sorrindo para todos, vai no colo de qualquer um, basta saber que vai passear ehehehe! Também tem umas manias porcas de babar o sofá e depois chupar a baba e também de morder os meus havaianas (acho que quer ser como o Yoshi).
Está com 75 cm e pesa 10.800kg. E agora andamos em uma corrida para ver com quem ficará quando voltar às aulas. Amanhã vamos ver o infantário da Universidade de Lisboa.
http://www.youtube.com/watch?v=QFTw0c9ew3k




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sou normal?


É estranho como a minha cabeça funciona... Neste domingo passado, foi dia das mães aqui em Portugal e no próximo será no Brasil. Mas eu já não consigo comemorar nada, para mim ainda não tem emoção as coisas daqui, ao mesmo tempo, as de lá começam também a ficar sem. Sinto-me no meio, no meio do caminho, à margem de dois mundos tão diferentes. Hoje já consigo ver coisas boas aqui e já não fico tãoooo braba quando vejo meus amigos falarem mal do Brasil, pois já consigo admitir as coisas ruins de lá. Como diz o Maga: é o mal do imigrante... vais ficar sempre indeciso ,porque estando lá, queres estar aqui e vice versa. Mas não, o que eu quero é não estar em lugar nenhum. Quero ser eu, to cansada de levantar bandeira e marcar posições. Não quero muito menos ser ingrata com o país que nasci, como vejo alguns conterrâneos fazer. Apesar de ter cidadania, acham que são portugueses legítmos, da gema! E acho tão ridículo falarem com os x e ds daqui... Atenção, uma coisa são os nativos falarem assim outra são as pessoas com uma enorme vontade de "pertencer" que acaba ficando uma situação muito falsa, entende?
Voltando ao início, quando estava lá queria muito, mas muito ficar lá. Não me ocorria a ideia de voltar, apesar de todas as coisas boas, a tranquilidade da minha casa, morar perto do mar, o cachorro, a coelha, nada me demovia. E quando voltei, foi como se fechasse aquela porta e eu só pensava como pude não sentir falta? Estar aqui, ouvir os gritos silenciados das crianças na escola à frente, ver o meu cão fazer as suas trapalhadas, ter a minha privacidade, sentir o cheiro da maresia...
Acho que sou assim, extremamente difícil de me adaptar, sofro a flor da pele as emoções, brigo com o mundo, com todos, choro, sou impulsiva, mas depois, a raiz alcança a terra, mesmo a fundo, e já não importa mais o tempo, escolho estar presente aonde estiver. Será que isto é crescer?