segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pela blogosfera

Tenho lido que muitos não gostam do carnaval, que acham que não tem nada a ver com a cultura portuguesa, não vou por aí, mas...se lhes tiram o feriado ficam putos! É o mesmo que os ateus a aproveitarem feriados religiosos. Não acho justo, não acreditam, pois que vão trabalhar. Não gostam, são contra? Pois não reclamem. Ao menos tem trabalho. Pronto, falei!

Elogios porque não?

Quem não gosta de ser elogiada? De ser admirada onde passa? Certo que a maioria que olhar para nós provavelmente será feminina. Sabem que uma pesquisa apontou que olhamos muito mais para as mulheres do que para os homens? Enfim, voltando ao fiu-fiuuuu, eu adoro ser elogiada. É das coisas que mais gosto de lembrar quando estou na luta contra a balança. 
Uma vez um colega de faculdade disse-me: tu vais a um salão de beleza? Mas porque? Só as feias vão a um salão para ficarem mais "arrumadinhas", tu não precisas disto, tu és bonita! Outra vez estava fazendo um exercício que chama-se extensão de joelho. Parou o instrutor ao meu lado, muito concentrado nos meus movimentos para cima e para baixo: "nossa que genética!". Isto porque quando contraía, os músculos da coxa se desenhavam como os de um jogador de futebol, sem qualquer esforço e com pouco peso. Sim, tenho uma genética muito boa. Veja os dedos da minha mão: o anelar um cm e meio maior que o indicador. Isto explica a minha facilidade em ganhar músculos e a transformação do meu corpo que naquela época foi tão rápida e me rendeu o título das pernas mais bonitas da academia.
Outra vez ao passar de biquini na praia, um rapaz disparou: nossa, tu tens um corpo perfeito! Com um ar admirado por naquela época não ter nem celulites evidentes ao sol. Ainda bem que ele não viu as estrias danadas que tenho. 
Quando a coisa é feita com habilidade e bom gosto, qualquer mulher fica feliz. E mais ainda quando relembra a época em que estes elogios foram feitos. É o que dá força para continuar.



Guerras fabiônicas

O cotonete contra a orelha imunda. Dez minutos de duração. A, ou melhor, as orelhas se renderam ante ao prêmio de ficarem limpas só à borda e receberem um pirulito em troca. Fim.

Três coisas que uma mulher detesta ganhar no aniversário

Presente sempre é bom? Hummm...não é bem assim. Uma coisa é "ah passei numa loja, vi uma coisa fofa que achei a tua cara e comprei", outra bem diferente é aquele presente para o nosso dia especial, que afinal é o dia que o mundo ficou mais bonito por nascermos, tá?!

Panela
É o típico presente que sogra gosta de dar. Segura que vem aí a alfinetada: "tu não fazes comida pro Haroldinho, por isto que está tão magro!! Vá que seja por falta de panela, né?"

É das piores coisas que alguém, principalmente o marido, pode comprar. Pode ser linda, deslumbrante, pode ser daquelas que cozinham arroz em dois minutos, mas não deixa de ser uma panela. O aniversário é meu ou da cozinha? Ahn, o que, eu devia estar feliz porque era aquela que gostei no catálogo do supermercado?! Quer dar presente para casa? Então lembra aí quando nos mudamos para cá e abre logo o bolso antes que eu puxe uma DR.  

Roupa

A menos que tenhas visto a roupa específica, na cor específica e saibas o número da tua mulher (o atual, procure bem porque ela tende a cortar as etiquetas conforme engorda), não compre. Muito mais elegante dar a quantia exata para o tal modelo almejado do que vir com um errado. Nós mulheres somos tão simples de entender...tsc tsc. Se trazes um número maior, significa que nos imagina mais gorda do que estamos, e que afinal estamos mesmo gordas e a precisar de começar a dieta do suco imediatamente. Se trazes o número menor e não nos entra nos peitos ou fica detido nas ancas, e principalmente se ainda insistes para ver como ficou, temos quase um ataque de choro e pânico. Não faças isto, ok? Tenha a gentileza de aguardar a nossa decisão se devemos experimentá-lo ou não naquele momento. Uma dica: veja nossa reação quando olharmos para a etiqueta, ela nunca mente. Tenha atenção se arregalarmos ligeiramente a sobrancelha esquerda e mudarmos de assunto com um sorriso amarelo. #fail
Pantufas ou aquele pijama meigo de bolinhas


Não insista amore. Posso estar muito necessitada de umas pantufas ou já não podes mais me aturar no meu velho pijama do Snoopy, mas isto não quer dizer que quero ganhar isto de aniversário. Porque? Porque isto dá um ar de como vou dizer... de velhota à coisa. Sério, sinto-me tua mãe nestas horas. Ou pior, tua vó. Se quiser mesmo agradar, compra aquela lingerie sexy que te mostrei no sex shop aquele dia, boa? Ou então vingar-me-ei nos próximos natais com quilos de meias e cuecas pá ti. 





domingo, 10 de fevereiro de 2013

Coisinha de mulher

Os homens nunca vão entender porque mesmo depois de ler o resumo dos capítulos ainda queremos ver a novela. Dou uma dica: nós também achamos desnecessário os 90 minutos de repeteco do jogo o qual vocês já sabem o resultado. Prontis, explicado o mistério.


Quantas e quantas vezes...


Se eu fosse celebridade


Todo mundo especularia sobre o porque de estar com um homem 30 anos mais velho que eu.
Perguntariam o porque de ainda não ter engravidado.
Cada vez que engordasse dois quilos, anunciariam que estava esperando a cegonha.
Colocariam fotos nos ângulos mais estranhos, com a boca torta, fotos de mim saída da academia suada e sem maquiagem, fotos em que maldosamente poderia ver-se gordurinhas a mais, and so on.
Quando finalmente engravidasse, fariam capas e mais capas com as minhas compras com close na cor da roupinha, para saberem o sexo do bebê.
Perguntariam-me pelo nome e de quanto tempo estava.
Invadiriam a maternidade para pregar um flash na minha cara inchada, na minha barriga sem formas, na esperança de também visualizar o bebê.
Não poderia ir à praia descansada com medo que alguém tirasse fotos e em reportagem saísse que ainda não recuperei a forma.
Não poderia ir no cinema sem que fosse anunciado o filme que vi.
Não poderia sair na rua sem as unhas feitas, sem o cabelo escovado, nem para levar o lixo.
Se pusesse meu nome do google, ficaria com depressão a ver o que as pessoas poderiam escrever sobre mim, embora possivelmente houvesse quem gostasse do meu novo corte de cabelo.
Não poderia ter amigos homens sem que fosse apontado como um novo affair e consequentemente dado como fato a separação do meu marido.
Qualquer coisa que dissesse seria elevada a potência dez, descontextualizada, geraria polêmica e renderia muitas notícias e twitters.
Finalmente, nem nas pessoas próximas poderia confiar, já que não é raro os casos de amigos que vazam informações para a imprensa em troca de dinheiro.

E aí, vocês ainda acham que ser famoso é fácil? Decididamente não seria para mim...