segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Manual de intruções

Caso vocês seja usuário de um "bebê" já deve ter lido/ouvido falar disto. Do tal manual de intruções deste utilitário. Sim, porque 90% da população quer tenha tido um a trocentos anos, quer apenas conheça alguém que tenha ou teve, tem sempre algumas instruções na ponta da língua. E de repente você caro "proprietário" é bombardeado com: tens que fazer assim (...). Estabelecer rotinas senão o "bebê" estraga-se e um mau funcionamento do bebê é sempre culpa sua, porque por mais que este produto sofra alterações de fábrica, cabe a si "moldá-lo". De forma que caso não se adapte a seu ritmo de vida,  não há devoluções em trinta dias, nem em trinta anos. E caro consumidor, muitas vezes vais desejar isto.
Dentro das leis básicas do bebê, as mais citadas são:
- nunca ninar
- deixar que adormeça sozinho
- estebelecer rotinas, horários porque o bebê sente-se "seguro"
- um bebê de 6 meses já consegue dormir sozinho e se o teu não consegue é porque não fizeste bem os passos anteriores
- nunca deixe de olhar para ele, precisa de vigilância constante
- imponha limites, sempre!
- tens que ter paciência, sempre!
Bem, então eu devo aguentar a consequencia do meu não dormir a noite toda porque me recuso a fazer da vida dele e da minha principalmente, um quartel. Ele tem rotinas sim. Acorda, come fruta, almoça, dorme, brinca sozinho muito bem, come fruta ou toma suco, banho, janta e sono (?). Mas estabelecer que deve deitar as 21 hrs não é interessante para mim que estarei com ele acordada as 6:30 da manhã, sem trabalhar ou estudar...para que?
Ninar? Sim, porque não? Se é mais fácil? Se dorme mais rápido do que ficar aguentando-o chorar nos meus ouvidos como está agora?
Colo? Dou. A maioria das vezes. 
Se olho o tempo todo para ele? Não. Duvido quem consiga tendo apenas dois olhos e não sendo onipotente e onipresente.
Acho que muitas coisas que escrevo podem chocar as pessoas, mas tenho um leve pressentimento de que não sou a única, apenas admito o que faço/penso...
O choro irrita? SIM. Muito, muitas vezes. Não é porque não pense, oh está sofrendo ou não. Sei que não está, na maioria das vezes é apenas sono ou chatice. E conforto porque incomoda a mim, nem sempre o bem estar dele em primeiro lugar porque é tão estressante que não passa pela cabeça. Ou melhor passa tantas coisas...
Imponho limites? Sim, na maioria das vezes. Digo e repito muitas vezes o "não", mas algumas coisas deixo mexer, por exemplo, na cômoda dele, só não deixo que tire as roupas para o chão. Se quiser abrir gavetas, só para ver e ficar distraído a abrir/fechar, deixo. Somente lacrei o armário dos produtos de limpeza.
Se tenho paciência? Muito sinceramente, sou uma pessoa quase sem. Já mudei muito, mas sou do tipo agressivo-passiva. Algumas vezes não tenho paciência, vou até certo ponto, depois largo de mão. Se não quer dormir, não dorme. Não quer comer, não come. Por estas e por outras que a história de horários rígidos implícitos na "rotina" não me atrai nada. Porque sei se "forço" a mim fazer determinadas coisas acabo me irritando e as vezes explodo, grito. E não me orgulho disto, mas estou aqui para aprender.
Se tenho vontade de mandar a merda quem me vem com estas instuções? Tenho!!! Muita. Mas a sociedade nos impõe regras de boa educação e dou graças a Deus que por enquanto ainda não se leem pensamentos.






 

Um comentário:

  1. Oppps lá se foi o comentário que tinha feito.
    Mas adiante.
    Eles não têm manual de instrucções e o melhor que qualquer mãe/pai pode fazer é dar o seu melhor.
    Claro que erros vão acontecer e depois? Todos erramos. A esses "conselhos" o melhor é fazer orelhas moucas e olha que tenho vários para a troca se precisares a minha mãe dá-me centenas por dia.
    Bjs

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